Temas "contra o aborto" e "sexo livre" explicado para leigos.
Estava vendo o filme Juno que foi candidato ao Oscar de melhor filme em 2008. A adolescente ao ficar grávida não sabe o que fazer, mas não fica desesperada, resolve apenas ligar para a clínica de aborto naturalmente, depois ao desistir disso, resolve tentar doar o filho para um casal que não pode ter filhos porque viu o anuncio do casal no jornal que precisavam de bebê.
Da para concluir facilmente que essa cultura do aborto tornou o bebê como algo descartável que pode ser tirado a qualquer hora e mesmo que se espere ele nascer ele pode ser dado gratuitamente, é o filme que mostra a realidade.
Entendendo na prática: A jovem ao saber que irá ter um bebê já terá a consciência das prováveis soluções para resolver isso, e a principal dela que vem a cabeça é de que o bebê pode ser descartável e ser livrado logo se é feito um aborto rápido em uma clínica onde é legalizado.
A desvalorização do ato que produz a vida, o sexo, vai desvalorizar também o resultado dela que é a vida de uma pessoa, então a pessoa encarará o bebê como um acidente, alguém que não se deve ter tantas responsabilidades, e geralmente a mãe acaba vendo a criança como um sinal de fardo de trabalho e não com uma alegria de sua chegada. Não há toda uma espera, só se abraça de coração, quando realmente se ansiava por tal.
Se alguém argumenta que a camisinha é a solução para conter aborto ou evitar que jovens tenham filho cedo, acabam caindo em outra armadilha que vimos no parágrafo anterior e continua no parágrafo a seguir.
O incentivo ao uso da camisinha como solução para o aborto vai propagar mais ainda o ato sexual sem camisinha, porque considerará o sexo sem comprometimento como algo comum com qualquer um. É como distribuir seringas ou materiais para drogados. Sabendo que sempre há a tentação de fazer sexo sem camisinha, estatísticas mais recentes mostram isso claramente. Veja uma pesquisa recente que diz que não é por falta de informação que as pessoas deixam de usar camisinha ou métodos anticoncepcionais:
Albertina Takiuti, coordenadora do programa de Saúde do Adolescente da secretaria fala sobre a pesquisa* feita com 378 meninas que engravidaram entre agosto de 1997 e fevereiro de 2007:
“Observando os dados percebemos que as campanhas informativas sobre a necessidade do uso de anticoncepcionais eram importantes, mas não garantiam proteção contra a gravidez indesejada. A baixa auto-estima, principalmente das meninas, e a falta de um projeto pessoal, eram fatores determinantes na vulnerabilidade do adolescente.”
Albertina Takiuti ainda afirma que:
“o sentimento de insegurança em relação aos parceiros e a fragilidade emocional foram os principais fatores que levaram essas adolescentes a engravidar, pois a maioria possuía conhecimento e informação sobre métodos anticoncepcionais, e não desejava filhos”
Preste atenção que:
“o sentimento de insegurança em relação aos parceiros e a fragilidade emocional” e “baixa auto-estima, principalmente das meninas, e a falta de um projeto pessoal” são os fatores que levam elas a serem dominadas pelos parceiros.
Isso mostra o fracasso que é a política de natalidade ou de saúde pública que se tenta fazer sobre o comportamento moral de hoje, em que se tenta resolver os problemas pelas consequências e não pelas causas. Não resolvem pelas causas, porque o problema moral nas famílias se alastrou e eles não têm mais controle sobre isso. E o incentivo sexual que eles fazem (da camisinha) diminui no jovem a auto-estima, porque torna o prazer sexual algo cada vez mais moderno para a mulher, assim:
1. Recusar o sexo estaria sendo mal vista por si mesma como antiquada no papel de mulher em uma sociedade “moderna” de valores definidos por tal sociedade.
2. Recusar o sexo poderia ser mal vista por suas colegas.
Ela conclui então que esse sentimento para “não ser mal vista” deveria ser evitado para não haver uma baixa auto-estima**. Então ou a pessoa hoje resiste à ideologia dominante da sociedade, ou ficará refém de suas ideias e baixa auto-estima.
E o desejo de um projeto pessoal é esquecido quando valores imediatos são dominantes. O “sentimento de insegurança em relação aos parceiros” mostra a liberdade imoral que hoje se da ao homem de usar o sexo como arma (ou seja, faz sexo ou termino com você).
*Link da pesquisa: http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=BuscaCanalCidadao¬a=244 , acessado em 23/02/2009.
**Em psicologia, auto-estima inclui a avaliação subjectiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).
Angelo Farias
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